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Exercício de mapeamento de aprendizagens a partir das experiências colaborativas da 3.ª edição do projeto Sinergias ED*

Filipe Martins 1 & Vanessa Marcos 2

 

1. Projeto Sinergias ED – Um olhar individual e coletivo sobre a terceira edição

O projeto Sinergias ED tem promovido, ao longo das suas edições, a criação de dinâmicas de reflexão, de diálogo e de colaboração entre Organizações da Sociedade Civil (OSC), Instituições de Ensino Superior (IES) e investigadores/as, agentes de intervenção e/ou ativistas nacionais e internacionais na área da Educação para o Desenvolvimento (ED) e da Educação para a Transformação Social. Procurando consolidar o diálogo entre investigação e ação nestes domínios, o Sinergias ED tem promovido exercícios de sistematização e de reflexão coletiva relativos aos processos colaborativos experimentados nas edições anteriores. Assim, ao longo das três edições do projeto têm sido facilitadas possibilidades de refletir a partir do vivido, com as pessoas envolvidas, enquanto exercício intencional de análise dos processos colaborativos em si mesmo (características, natureza, desafios, potencialidades, impactos (inter)institucionais e (inter)pessoais, e aprendizagens), de reforço e aprofundamento das colaborações, e de construção de conhecimento coletivo sobre colaboração.

Foi neste sentido, e reconhecendo que “em qualquer sistematização de experiências devemos: a) ordenar e reconstruir o processo vivido; b) realizar uma interpretação crítica desse processo; c) extrair aprendizagens e partilhá-las” (CIDAC e Holliday, 2008, p. 7) 3, que desafiámos os membros da Comunidade Sinergias ED a construir individualmente, e a partilhar coletivamente, um Mapa de Aprendizagens que traduzisse o respetivo envolvimento pessoal nas experiências colaborativas da terceira edição do projeto Sinergias ED. Desde logo, assumimos estes mapas como um exercício individual de suporte ao “diálogo interior” com o processo colaborativo vivido (numa lógica de aprender a dialogar com). Mas também os propusemos como um processo gerador de (novos) diálogos com outros, promotores de uma produção e construção conjunta e corresponsável de conhecimento coletivo. Os mapas foram, assim, escolhidos como instrumento de trabalho justamente pela riqueza e diversidade de elementos que podem apresentar, sobrepor e articular, tais como i) o relevo do caminho dos processos colaborativos e os seus “acidentes”; ii) os lugares da aprendizagem e o seu posicionamento relativo; iii) os seus marcos, ícones e símbolos; iv) os caminhos que ligam e que se cruzam; v) as diversas referências e direções possíveis; vi) os trajetos entre lugares, distâncias e proximidades; vii) as tensões vividas; viii) os sujeitos que os percorrem e ix) as possibilidades de encontros.

O exercício foi lançado no I Encontro da Comunidade Sinergias ED, no âmbito da quarta edição do “Sinergias ED: alargar e aprofundar as relações e aprendizagens colaborativas entre ação e investigação em Educação para o Desenvolvimento”, no dia 4 de novembro de 2020, entre as 09h45 e as 13h00. No dia 24 de novembro de 2020, entre as 09h45 e as 13h00, teve lugar a partilha reflexiva dos mapas de aprendizagens elaborados, via plataforma Zoom.

Neste encontro da Comunidade Sinergias ED solicitou-se, num primeiro momento, a partilha dos mapas de aprendizagens individuais em salas virtuais simultâneas. Em cada sala foi definido um/a relator/a para registar, em suporte Jamboard, as ideias-chave de resposta às três perguntas orientadoras do exercício e um/a porta-voz. Num segundo momento, cada porta-voz dos cinco grupos formados apresentou em plenário as ideias-chave partilhadas e promoveu-se uma discussão coletiva sobre: O que aprendemos/salientamos com a realização deste exercício? De igual modo, lançamos o desafio dos/as participantes enviarem propostas de continuidade para a quarta edição do projeto Sinergias ED, via e-mail à equipa facilitadora do exercício. São os contributos resultantes das partilhas e discussões realizadas nesta sessão que aqui se apresentam em forma de Memória.

 

2. Mapas de Aprendizagens – Um exercício reflexivo, de síntese e de celebração

Na primeira parte do I Encontro da Comunidade Sinergias ED, no âmbito da quarta edição do Sinergias ED, recordámos a terceira edição do projeto, designadamente os principais marcos e atividades realizadas, numa perspetiva cronológica. Esta revisitação serviu de palco para o desafio lançado aos membros da Comunidade Sinergias ED: construir, de forma individual, um mapa das aprendizagens realizadas a partir do envolvimento nas experiências colaborativas da 3.ª edição do projeto Sinergias ED. Este exercício sustentou-se em três perguntas orientadoras:

i. O que aprendemos a partir do envolvimento nas dinâmicas colaborativas do Sinergias ED 3?

ii. Que elementos dessas dinâmicas fizeram com que aprendesse?

iii. Para que serviram/servem essas aprendizagens?

Reconhecendo que alguns dos membros entraram recentemente na Comunidade Sinergias ED, mas procurando incluí-los no desafio, pedimos-lhes para construírem o mapa a partir das suas expectativas face ao projeto Sinergias ED.

Para quê este desafio?

Procurámos que os Mapas de Aprendizagens fossem, simultaneamente, um instrumento de síntese de aprendizagens decorrentes de dinâmicas colaborativas vividas, um processo, em si mesmo, de reflexão, de experimentação e de diálogos (com e entre elementos, ligações, símbolos, trilhos, emoções, intenções) e um pretexto para relembrar, descobrir(-se), questionar e identificar outros (novos) conhecimentos pessoais e no coletivo. Neste sentido, os mapas foram assumidos com uma intencionalidade (retrospetiva e prospetiva) de reivindicar as dinâmicas colaborativas enquanto espaços de criação, de vivência individual e coletiva, de tensão, de (rel)ação, de influência e de aprendizagens conjuntas. Por isso, tratou-se, também, de um exercício de partilha e de celebração.

Como fazê-lo?

A elaboração dos Mapas de Aprendizagens permitiu a mobilização de suportes diversos, de livre escolha, em formato físico e/ou digital. Com efeito, os e as participantes no exercício conjugaram materiais e linguagens diversas na construção reflexiva dos seus mapas de aprendizagens. No global, o exercício de elaboração dos mapas de aprendizagens contou com 19 participantes.

No âmbito da avaliação do I Encontro do Sinergias ED 4 foi sugerida a criação de uma Galeria de Aprendizagens em formato digital, como repositório dos Mapas de Aprendizagens construídos pela Comunidade Sinergias ED e como desafio a uma visita, com outros tempos e provocadora de novos olhares e aprendizagens. A visita à Galeria de Aprendizagens está disponível a partir da seguinte ligação: http://bit.ly/galeria_aprend_SinergiasED.

 

3. Onde nos levam os mapas? Uma leitura de síntese

Tomando os Mapas de Aprendizagens elaborados como contexto e como pretexto para identificar os processos, os resultados e as finalidades das aprendizagens realizadas na terceira edição do Sinergias ED, o que aqui se apresenta é já um exercício de síntese e de análise temática das reflexões partilhadas e debatidas pelos membros da Comunidade Sinergias ED na sessão de 24 de novembro de 2020. Respeita-se, nesta síntese, a estruturação de partida organizada em torno das três perguntas orientadoras do exercício de mapeamento proposto.

3.1. O que aprendemos a partir do envolvimento nas dinâmicas colaborativas do Sinergias ED 3?

Os membros da Comunidade Sinergias ED apontaram de forma expressiva a própria colaboração como o principal domínio de aprendizagem que resulta do seu envolvimento nas dinâmicas colaborativas da terceira edição do Sinergias ED. Neste domínio foram diversas as ideias-chave apontadas, tendo-se destacado, desde logo, a importância do encontro e da celebração para a construção da colaboração e a necessidade de não dialogar apenas entre pares e internamente e atender às diferenças e de aprender com elas, sejam estas “outros saberes e outras formas de expressão”, “estilos de colaboração” ou “ritmos” distintos. De acordo com as partilhas dos membros da Comunidade Sinergias ED, nos processos colaborativos aprende-se quer a não ter medo de errar ou de não saber e a partilhar bloqueios comuns, quer sobre a importância das relações abertas e flexíveis, da conciliação e convergência na construção da comunidade, de promover relações de aproximação, quer sobre o trabalho em rede e respetivo funcionamento e a abertura a outros processos. O trabalho colaborativo é, assim, encarado como uma riqueza, um contexto que surpreende e com potencial de exploração, bem como de partilha e de aprendizagem conjunta, coletiva e comunitária. No entanto, do trabalho colaborativo emergem, também, dificuldades ou barreiras relativas à própria exigência da colaboração, nomeadamente o “risco de lost in translation”, a possibilidade de dispersão (muitas atividades colaborativas em simultâneo), as relações de poder, a falta de comunicação ou de transparência.

Um outro domínio de aprendizagem resultante do envolvimento nas dinâmicas colaborativas do Sinergias ED 3 foi o da participação, encarada como forma de aproximação às pessoas, de respeito pelos ritmos e motivação de cada um/a, que engloba o reconhecimento e acolhimento de diferentes métodos, a vontade de chegar a todos/as e abertura a todos/as, respeitando também as suas paragens e as suas ausências. Apontaram-se, também, as barreiras ao processo participativo, nomeadamente quando este se traduz numa ausência de resultados e quando se promove a sua instrumentalização.

Dos processos colaborativos do Sinergias ED 3, a Comunidade Sinergias ED salientou, igualmente, a aprendizagem “com/nos processos”, reconhecendo as tensões implícitas entre processos e resultados, mas também a relevância de ambos, destacando a necessidade de coerência entre uns e outros e a importância da colaboração e da tomada de iniciativa no enriquecimento dos mesmos. Em articulação com este tema surgiu, ainda, a referência aos processos de produção de conhecimento, nomeadamente a sua plasticidade e organicidade, a importância da sistematização e da retroalimentação e o dissenso como promotor de conhecimento e de aprendizagens. Com efeito, nestes domínios as aprendizagens partilhadas enfatizam a praxis e, portanto, o processo colaborativo que, do conhecimento conduz à reflexão e à ação e que envolve coerência entre discursos, práticas e intencionalidades.

A partir do envolvimento nas dinâmicas colaborativas do Sinergias ED 3, os e as participantes assinalaram ainda que aprenderam, também a problematizar a complexidade, salientando que “complexidade não é sinónimo de dificuldade”, e ainda sobre transformação pessoal e coletiva, vivenciando-a num processo conjunto e “sobre humildade”, que possibilitou um desenvolvimento pessoal e profissional. A respeito do desenvolvimento profissional, destacam-se as dinâmicas colaborativas como oportunidade para conhecer regras de publicação académica, para conhecer novos projetos, bem como novas metodologias e abordagens, e ainda para questionar e repensar o papel profissional de cada um/a.

Outras aprendizagens obtidas a partir do envolvimento nas dinâmicas colaborativas do Sinergias ED 3 englobam a aquisição de uma visão “ecológica” da ED/ECG, a possibilidade de projeção, de pensar o futuro.

3.2. Que elementos dessas dinâmicas fizeram com que aprendesse?

A segunda pergunta orientadora desafiou os e as participantes a considerarem aquilo que tornou possível, que estimulou ou que proporcionou as aprendizagens apontadas na pergunta anterior. Assim, os elementos identificados como facilitadores ou promotores de aprendizagem no âmbito das dinâmicas colaborativas da terceira edição do Sinergias ED foram:

  • A comunidade, como espaço seguro de partilha, de experimentação e de construção de relações significativas, de cumplicidade e de retorno das aprendizagens, lugar de uma linguagem comum, de sinceridade e respeito pelos ritmos de cada um/a, de confiança mútua, empatia e no qual se promove uma “ética do cuidado”. Esta comunidade sustenta-se na riqueza da diversidade de olhares e experiências, de linguagens e de abordagens e de “outros territórios e epistemologias”, constituindo-se assim como oportunidade de aprendizagem com a diferença e com o conflito, com base em preocupações comuns. Neste sentido, a comunidade emerge como lugar de criação de novas práticas, nomeadamente de cariz comunitário, da partilha, do encontro, da experimentação metodológica (incluindo em ambiente digital), da criatividade e da colaboração na prática, e ainda da valorização de processos de autogestão. Por fim, a comunidade é apontada, também, como catalisadora de tempos de aprendizagem, tempos para refletir em conjunto, para uma revisitação contínua aos temas e para um registo e sistematização regulares dos contributos, das memórias do coletivo. E nesses tempos, torna-se o substrato para alimentar novas aprendizagens e, simultaneamente, constrói-se pela própria retroalimentação das aprendizagens.

  • A celebração, como elemento favorecedor da colaboração e da aprendizagem; neste sentido, colaborar pressupõe humor e celebração.

  • A mobilização, que envolve convocar à participação e, portanto, estar aberto e acolher a participação, mas também ser “chamado à participação” e ser, assim, sujeito do seu próprio processo de aprendizagem, individual e em coletivo.

  • A articulação e comunicação para além da comunidade, tendo em conta que o envolvimento em dinâmicas colaborativas na terceira edição do Sinergias ED permitiu aos e às participantes o conhecimento e a ligação a outros projetos, bem como a valorização de uma linguagem interna comum e a importância de a saber comunicar para além da Comunidade Sinergias ED.

3.3. Para que serviram/servem essas aprendizagens?

É interessante notar que, para a maioria dos membros da Comunidade Sinergias ED, as aprendizagens obtidas na terceira edição do projeto serviram/servem para reforçar os próprios processos colaborativos, nomeadamente através do fortalecimento da confiança nas potencialidades dos mesmos, da melhoria da sua qualidade e do equilíbrio entre motivação, ritmos e resultados, bem como reconhecendo a importância da convivência e do trabalho com pessoas e enfoques diferentes e da celebração conjunta, num ciclo de aprendizagem que se retroalimenta. Para alguns membros da Comunidade Sinergias ED, as aprendizagens resultantes das dinâmicas colaborativas do Sinergias ED 3 serviram/servem, também, para melhorar a comunicação, valorizar “o fator tempo” e construir redes e parcerias.

De igual modo, as aprendizagens partilhadas serviram/servem para reforçar uma cidadania ativa, de caráter interventivo e comprometido, enfrentando “questões difíceis”, e para promover o desenvolvimento pessoal e social, em concreto na abertura e na atenção aos outros, na valorização da partilha, no autoconhecimento e no conhecimento do outro.

Acresce, ainda o aprofundamento profissional como dimensão de aplicabilidade das aprendizagens, porque, segundo alguns/mas participantes, os processos colaborativos possibilitam a cada um/a repensar a sua ação profissional “pedagógica, na investigação, na intervenção…” e ter a humildade profissional de admitir que “não (se) sabe tudo” e que há sempre espaço para “se desenvolver”, abrindo-se a pessoas e abordagens diferentes, e assumindo que “não se está sozinho” nas suas inseguranças. Neste sentido, para algumas pessoas as experiências colaborativas no âmbito do Sinergias ED 3 foram/são, um contributo para melhorar processos e resultados profissionais, quer pelo uso de outras práticas pedagógicas ou de trabalho comunitário, quer pela introdução de temas “tabus” na academia ou pela combinatória de diferentes técnicas de recolha de dados. Adicionalmente, os processos colaborativos levados a cabo permitiram aos membros da Comunidade Sinergias ED ampliar os contributos a outros contextos educativos e desenvolver novos projetos, designadamente a quarta edição do projeto Sinergias ED.

 

4. Notas conclusivas

O exercício realizado representou um lugar e um tempo de aprendizagem e de construção de conhecimento coletivo sobre o que é colaborar em ED, a partir do olhar e do diálogo com e entre IES e investigadores/as, agentes de intervenção e/ou ativistas nacionais e internacionais na área da ED e da Educação para a Transformação Social. A partir da reflexão individual e coletiva acerca das experiências colaborativas vivenciadas na terceira edição do Sinergias ED proposta através dos Mapas de Aprendizagens, os e as participantes identificam como domínios de aprendizagem centrais, justamente aqueles que são inerentes à identidade e ao modus operandi do próprio projeto Sinergias ED, a saber, a colaboração, a participação e a praxis.

Com efeito, aquilo que é mais aprendido no projeto parece efetivamente ser o que nele é vivido, aquilo que o próprio projeto torna possível experienciar e concretizar pela forma como se conduz, se organiza, se operacionaliza. É assim, coerente, que o fator mais destacado entre aqueles que possibilitam a aprendizagem seja a comunidade. Uma comunidade que (se) celebra a cada encontro e a cada conquista, que se retroalimenta com a suas memórias registadas, revisitadas e reanalisadas, que não dispensa a articulação coerente e crítica entre processos e resultados, entre poder, conhecimento e ação, e que se concretiza na importância do cuidado (de cada um/a, dos outros, dos processos),  na abertura e aceitação das diferenças (também de ânimos, de ritmos e de disponibilidades), e no uso de outras linguagens, menos técnicas, de que foi exemplo, concretamente, a utilização dos Mapas de Aprendizagens para o presente exercício.

Com efeito, os e as participantes destacaram como positivo o tempo dedicado ao exercício realizado, por convidar e desafiar quer à reflexão sobre a participação e as aprendizagens pessoais, quer à reflexão coletiva, através da partilha na e com a Comunidade Sinergias ED, possibilitando o mapeamento das semelhanças e diferenças de entendimentos, ligações, impactos e a importância de assumir e aprender com o conflito. Desta forma, os Mapas de Aprendizagens agora construídos e partilhados representam, também, a Comunidade Sinergias ED como um “espaço” privilegiado (com um tempo diferente) para parar, (re)pensar e aprender. Assim, ao aprender sobre colaboração, conhecemos diferentes formas de colaborar e diferentes formas de estar na colaboração, diferentes pressupostos e práticas de produção de conhecimento e de ação (profissional e cívica), e ao (re)pensar, refazer o caminho e ao partilhá-lo, transformamo-nos a nível pessoal, social e profissional, ampliando os nossos limites de pensamento e de intervenção.

 

5. Linhas de Continuidade

No âmbito do exercício realizado desafiámos, ainda, os e as participantes a identificarem possíveis linhas de continuidade para a quarta edição do projeto Sinergias ED. As propostas partilhadas foram:

  • Dar continuidade ao fortalecimento da Comunidade Sinergias ED através de momentos de encontro e do envolvimento em tarefas concretas;

  • Prosseguir com ações das edições anteriores do projeto – «Revista Sinergias» e o «Sinergias das 2 às 3» (contemplar temas que também podem ser propostos por membros da Comunidade);

  • Continuar a ser um espaço formativo para os seus membros atendendo ao seu potencial de aprendizagem, quer no formato «Escola Sinergias ED» (ponderar a realização de novas edições), quer na promoção de trabalhos colaborativos;

  • Continuar a explorar outras formas de expressão;

  • Comunicar com outros não pares, abrindo à valorização de outros saberes (importância de romper com a preponderância do saber académico e do mundo ocidental);

  • Promover um envolvimento ativo e político no enfrentamento às relações de poder hegemónicas e assimétricas.

 


[*] Este texto apresenta os resultados de um exercício coletivo de sistematização das aprendizagens decorrentes das experiências colaborativas realizadas na terceira edição do projeto Sinergias ED. Este exercício foi proposto à Comunidade Sinergias ED na fase inicial da quarta edição do projeto, em novembro de 2020. Para aceder aos materiais que deram origem a esta reflexão, visitar os anexos em http://www.sinergiased.org/images/biblioteca/Sinergias%20ED_Memoria_Mapas_VFinal_2021.04.05.pdf.

[1] Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa; Rede Inducar.

[2] Área Transversal da Economia Social da Universidade Católica Portuguesa; Rede Inducar.

[3] CIDAC e Holliday, O. J. (2008).  Sistematização de Experiências: aprender a dialogar com os processos. Lisboa: CIDAC. ISBN: 978-972-98158-7-4